O Cruzeiro tinha que vencer o Universidad de Chile, na semana passada, em Santiago, para não ser eliminado da Libertadores. E conseguiu. Derrotou os chilenos por 2 a 0. Nessa quarta-feira, a Raposa precisava vencer o Real Garcilaso-PER por mais de dois gols de diferença. E assim o fez: 3 a 0. Sem contar que, entre as duas ‘decisões’ pela competição sul-americana, o time ainda disputou o clássico com o Atlético-MG, domingo passado, no Independência - válido pela primeira partida da final do Campeonato Mineiro, e que terminou com empate em 0 a 0.  

Satisfeito com o restrospecto, o meia Ricardo Goulart, que abriu o caminho para a vitória de 3 a 0 sobre o Garcilaso, destacou que o time fez a parte dele, após se colocar em situação difícil na Libertadores e manter a competência para reagir e avançar às oitavas.

- Missão cumprida. A gente vem de uma semana tensa. Conseguimos a nossa classificação. Muitos já desacreditavam de nós. Então, é a prova de que o Cruzeiro é forte, que tem uma bela de uma equipe. Sabíamos das dificuldades. Entramos com tudo. Sabíamos que o saldo de gols era muito importante e conseguimos essa vitória que era tão esperada.

Perguntado se o Cruzeiro ‘tirou o pé’ na segunda etapa, já que havia feito o placar que precisava, de 3 a 0, logo no primeiro tempo, Goulart disse que o time tentou aumentar o placar, mas parou na boa atuação do goleiro peruano Pretel.   

- Tivemos algumas oportunidades no segundo tempo, em jogadas de bola parada, mas o goleiro deles foi muito bem. Mas a gente sabia que 3 a 0 nos classificava. Então, independentemente de ser três ou quatro a zero, o importante era a classificação.