Em um pronunciamento rápido (menos de dois minutos) o delegado-chefe da 14ª SDP, Rubens Miranda Júnior, comentou sobre o fim do sequestro de Arnon Felipe Hamud, 24, ocorrido no último dia 14 de abril deste ano de dentro de sua casa, em Candói.

O delegado disse não poder fornecer mais informações no momento, por causa do andamento das investigações. “Em princípio, as informações que podemos fornecer são de que este jovem (Arnon) está bem e junto de sua família. Na sequência, nossos trabalhos serão focados nas investigações que levem à prisão dos responsáveis pelo crime. Estamos respeitando este momento da vítima e da família. Sabemos que é um momento muito delicado para todos. Por enquanto, são estas a informações que podemos passar”, resumiu Rubens.

Mesmo questionado, o delegado não respondeu se a família pagou resgate e disse que estas informações serão fornecidas durante o andamento do processo. Ele também não informou, apesar de ser questionado pelos repórteres que participavam do pronunciamento, se Arnon foi encontrado com a ajuda das autoridades ou não. Tampouco o delegado disse quem foi o responsável por buscar Arnon em Quarto Centenário, Região de Goioerê, no Noroeste do Estado, local onde foi encontrado.

Retorno

São e Salvo, segundo informações da Polícia Civil de Guarapuava e de vizinhos, Arnon Felipe Hamud, 24, voltou para a casa da Família, em Candói, no dia de ontem, domingo, 03. Ele fora levado de sua casa na noite do último dia 14 de abril com refém de um assalto, seguido de sequestro.

De acordo com informações apuradas de forma extra oficial, Arnon foi encontrado por populares em meio a uma plantação de milho, no município de Quarto Centenário, Região de Goioerê, no Noroeste do Paraná, distante cerca de 300 quilômetros do local do sequestro.

O fato

O rapaz, que segundo informações da família, fora sequestrado na noite do último dia 14 de abril, de dentro de sua casa, não tinha dado notícias desde então. Buscas foram feitas por toda a região, pois, de acordo com a mulher de Arnon, os bandidos exigiam dinheiro e levaram apenas algumas joias da família no momento em que invadiram a casa. Como não havia dinheiro, o rapaz foi levado como refém. A mulher também destacou que os bandidos agiam com muita violência. Na ocasião, um automóvel da família fora levado e deixado no Distrito de Lagoa Seca, cerca de vinte quilômetros do local do sequestro. Não havia danos no automóvel. Também não há informações sobre impressões digitais deixadas pelos sequestradores.

A Polícia Civil passou a trabalhar com a possibilidade de sequestro, mas depois, as investigações enveredaram para o desaparecimento, segundo o delegado chefe da 14ª SDP, Rubens de Miranda Júnior, à época.

Familiares se recusavam a falar sobre o desaparecimento do rapaz e as autoridades disseram não haver mais informações a serem fornecidas.

A família de Arnon, proprietária de dois supermercados em Candói e Cantagalo, respectivamente, chegou a se manifestar nas redes sociais pedindo orações por parte da população para que este fosse encontrado com vida. Neste ínterim, nem os funcionários dos mercados da família falavam sobre o assunto.

(Fonte: Noticias Policiais)