Uma entrevista coletiva com os delegados da 5ª SDP (Subdivisão Policial) no fim da tarde desta segunda-feira (23) esclareceu a morte do procurador jurídico da prefeitura de Chopinzinho, Algacir Teixeira de Lima, 51 anos. Ele foi assassinado com seis tiros no dia 16 de março, por volta do meio dia, na garagem do prédio onde morava, no centro da cidade.
Pelas investigações feitas, a contratação dos três para matar o procurador foi feita pelo prefeito preso e pelo ex servidor da prefeitura de Chopinzinho Geovane Baldissera, vulgo “Pardal”, através do casal Elvi Aparecida Haag Ferreira e Nilton Ferreira, sendo ela conhecida como “macumbeira” e que também intermediou parte do pagamento (R$ 2.500,00). O total a ser pago para matar o procurador seria de R$ 6.500,00. O revólver e o veículo utilizados no crime foram apreendidos pela polícia.
Em depoimento a mulher revelou todo o esquema, que foi confirmado por Jeferson da Rosa Nascimento, um dos envolvidos e o primeiro a ser preso pela polícia após o crime. Ele foi até Chopinzinho acompanhado do irmão João da Rosa Nascimento e do autor dos disparos Darci Lopes de Aquino, conhecido como ‘Nego Aquino”. O valor acertado para matar o advogado foi de R$ 6.500,00. Parte desse valor, cerca de R$ 2.500,00 foi pago pelos mandantes no momento da contratação em dezembro, quando o plano deveria ter sido executado. A responsável por intermediar os contatos dos mandantes com os matadores foi presa junto com o marido no domingo (22), pela manhã.
Na ocasião, a Polícia Civil também cumpriu mandados de prisão contra o prefeito Leomar Bolzani e Giovani Baldisseira (Pardal). Ambos foram encontrados em casa e conduzidos à 5ª SDP de Pato Branco. O autor do crime, Darci Lopes de Aquino, foi preso em Laranjeiras do Sul no sábado (21) e levou a polícia até o interior de Porto Barreiro, onde foi encontrado o revólver calibre 38, usado para matar Algacir. O outro envolvido no crime, João da Rosa Nascimento se entregou à polícia no domingo (22), a noite. Além dos depoimentos individuais, os acusados passaram também por uma acareação e o único a mudar a versão, segundo o delegado, teria sido Giovani.
Ao todo oito pessoas foram presas pelo envolvimento no crime. Todas tiveram mandados de prisão temporária de 30 dias decretados pelo Poder Judiciário da Comarca de Chopinzinho, exceto o prefeito que por conta do foro privilegiado teve a prisão decretada pelo Tribunal de Justiça do Paraná. Os preso permanecem recolhidos na carceragem da 5ª SDP (Subdivisão Policial) de Pato Branco a disposição da justiça.
(Fonte: Noticias Policiais)




