Alunos da Unicentro, campus avançado de Chopinzinho, realizaram na noite de ontem uma mobilização no centro da cidade, como protesto contra o boato de que pode haver o fechamento de quatro universidades estaduais, entre elas a Unicentro.

Antes da mobilização no centro da cidade, alunos da Unicentro e professores da rede estadual que estão em greve há 15 dias, estiveram na câmara de vereadores a convite do vereador Salmória, onde receberam apoio de todos os vereadores em suas reivindicações.

Logo após a sessão, os vereadores chopinzinhenses acompanharam o protesto dos alunos e professores da Unicentro pela Avenida XV de novembro, onde se concentraram em frente ao Banco do Brasil, da qual participaram lideranças e autoridades de Chopinzinho, São João, Coronel Vivida e outros municípios.

Assim como em Chopinzinho, alunos das instituições que correm o risco de fechamento protestaram em diversos outros municípios.

Governo acena com liberação de verbas para universidades

Pressionado, o governo do Paraná prometeu liberar os recursos necessários para dar início ao ano letivo em suas sete universidades estaduais.

A decisão foi acertada na tarde desta terça (24), depois de longa reunião entre o governador Beto Richa (PSDB) e os sete reitores.

As instituições de ensino ameaçaram cortar bolsas de estudo, compra de materiais básicos e até água, além de vetarem o início das aulas, por causa do corte de gastos da gestão tucana, em crise financeira há dois anos.

Segundo Aldo Nelson Bona, reitor da Unicentro e presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público, cada universidade enviará nesta quarta (25) um novo orçamento, referente ao custeio do primeiro trimestre.

Somadas, as instituições calculavam que precisariam de R$ 124 milhões para custeio em 2015. O governo havia oferecido R$ 9 milhões, valor rejeitado pelos reitores.

A gestão Richa, porém, não especificou que manobra financeira utilizará para repassar as verbas de custeio.

"Será necessário adiar uma ou outra ação que estava programada para agora, mas que não era urgente", disse Bona. O compromisso de cada reitor, segundo ele, "é enviar um orçamento com o valor mínimo para sua demanda, pois sabemos que o momento é de restrições [financeiras]".

Segundo o presidente da Apiesp, o governo se comprometeu a normalizar o repasse de custeio a partir de abril.

A reunião também definiu o pagamento de parte das férias atrasadas de professores e servidores, que serão feitos em parcela única em março.

O governo Richa só divulgou nota após a conclusão da reunião, sem especificar de onde irá tirar os recursos para atender às universidades.