Danilo estava ali na área, como quem não quer nada. Mas Danilo sempre quer alguma coisa. Os incontáveis títulos e gols importantes provam: ele sabe onde e quando deve estar. Nem é o centroavante do time, mas se preparou para o que poderia acontecer: o erro de Vitor Hugo no recuo para Fernando Prass, a esperteza de Petros, o toque pro meio... E um carrinho de sorriso aberto para decretar a vitória do Corinthians por 1 a 0 no primeiro clássico na nova casa do Palmeiras. Uma vitória, portanto, especial.
O Palmeiras entrou em campo com sete dos 19 reforços contratados, mas sem o mais esperado deles. Dudu, cobiçado por Corinthians e São Paulo, havia prometido tirar o chapéu se fizesse um gol nos rivais. Teve só 45 minutos para tentar, pois entrou no intervalo no lugar de Maikon Leite. Uma decisão difícil de ser explicada pelo técnico Oswaldo de Oliveira.
A equipe ficou melhor com o atacante, mas o Verdão ainda vive aquela fase de primeira semana de escola, onde se aprende os nomes dos novos amiguinhos, o que eles gostam de fazer, como gostam de receber a bola, etc.
Na próxima quarta-feira, o Palmeiras receberá o Rio Claro, novamente em seu estádio. Talvez já mais entrosado e ainda à espera das estreias de Arouca, Cleiton Xavier e do retorno de Valdivia.
Mesmo recheado de reservas como Edilson, Bruno Henrique, Petros, Danilo e Mendoza, o Timão foi consciente o tempo todo. Organizado e no mesmo modelo tático de quando jogam os titulares. Esses voltarão – exceto os suspensos Fábio Santos e Guerrero – na quarta-feira, contra o Once Caldas, que precisa de uma milagrosa vitória por cinco gols de diferença para tirar o Corinthians da fase de grupos da Libertadores.




