Na manhã da terça-feira, 16, foi encontrada em Chopinzinho a lagarta Lonomia ou conhecida popularmente como Taturana. Segundo informação de populares o animal foi visto depois que pessoas estavam organizando um mutirão de limpeza. Em entrevista a emissora a agente da vigilância sanitária do município, Pricíla Bosak, disse que a lagarta é perigosa e que as pessoas devem evitar o contato. “Quando encontrada a taturana deve ser colocada dentro de um vidro cuidadosamente e encaminhada ao posto de saúde para averiguação. É importante ressaltar que nessa época é o período em que elas se reproduzem, aumentando a incidência”. Finalizou Pricíla.

Ao entrar em contato com a pele, o animal libera toxinas que realmente pode matar. Apelidada de taturana-assassina, a Lonomia obliqua possui um veneno que reduz, no organismo da vítima, a formação de fibrina, substância responsável pela coagulação do sangue. A diminuição da fibrina pode causar graves hemorragias. "A pessoa sangra pelo nariz, pelas gengivas e por vários órgãos do corpo. Acredita-se que a gravidade desses efeitos está relacionada à quantidade de toxina liberada", afirma o entomologista (especialista em insetos) Roberto Henrique Pinto Moraes, do Instituto Butantan, em São Paulo. A temível taturana é pequenina: mede apenas entre 5 e 7 centímetros; mas tem o corpo coberto de pêlos espinhosos, de onde sai o veneno que matou nove pessoas no Brasil entre 1989 e 1995, ano em que o Butantan desenvolveu o soro antilonômico.

O maior perigo ocorre quando alguém toca acidentalmente em várias lagartas ao mesmo tempo - por exemplo, ao subir numa árvore onde existe uma colônia delas. Quando isso acontece, é preciso buscar socorro médico sem demora. Até o final da década de 80, a taturana-assassina só era encontrada no Amapá; mas, desde então, passou a ser vista com freqüência no Sul e no Sudeste do país, talvez por causa dos desmatamentos nessas regiões ou da possível extinção de algum predador. O resultado é que, hoje, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina são os lugares que mais registram ferimentos provocados por ela. Juntos, os três estados somam cerca de 400 casos por ano.