As obras do artista plástico norueguês, radicado no Brasil, Alfredo Andersen, que é considerado o pai da pintura paranaense, são expostas pela primeira vez no Nordeste do País. A exposição “Alfredo Andersen – um pintor norueguês no Brasil” conta com 43 obras do artista e fica em cartaz no Centro Cultural Correios, em Recife, até o dia 2 de novembro.

A exposição, coordenada por Jens Olesen e com curadoria de Marilíis Puppi, é promovida pela Secretaria da Cultura do Paraná, por meio do Museu Alfredo Andersen, em parceria com a Sociedade Amigos de Alfredo Andersen e com a Embaixada da Noruega no Brasil, e tem o objetivo de divulgar as pinturas dos artistas no Brasil. “A ideia é fazer com o que o Andersen, que já tem um reconhecimento no Paraná, seja também conhecido em outras regiões do Brasil”, afirma o diretor do Museu Alfredo Andersen, Ronald Simon.

Entre as obras que compõem a mostra em Recife estão telas do próprio acervo do museu e de colecionadores paranaenses. Esta é a quarta exposição de Andersen fora do Paraná. Em 2001, as obras do artista foram expostas na Pinacoteca de São Paulo e, em 2013, os quadros foram levados a Brasília, Florianópolis e Rio de Janeiro. 

“Essas mostras tiveram um público muito bom. Em Brasília, por exemplo, mais de 10 mil pessoas foram conferir as obras. A repercussão positiva que a exposição em Recife tem recebido mostra que realmente precisávamos levar as obras dele para outros estados”, ressaltou Simon. 

O ARTISTA – Alfredo Andersen nasceu em Kristiansand, na Noruega, em 3 de novembro de 1860. Pintou sua primeira tela, intitulada Akt, aos 13 anos. Atuou como pintor, escultor, decorador, cenógrafo e desenhista.

Ingressou, em 1879, na Academia Real de Belas Artes de Copenhagen e foi professor de desenho livre na Escola de Rapazes, junto ao Asilo de Vestbron. Em 1891 iniciou uma viagem Europa, Ásia, Índia e América, chegando ao Brasil no ano seguinte. Seu primeiro registro artístico no País foi “Porto Cabedelo”, que retrata o porto localizado no estado da Paraíba.

Depois de retornar à Europa, volta ao Brasil e desembarca em Paranaguá, onde vive por 10 anos. Em 1910, muda-se para Curitiba e inicia projetos para escolas oficiais de arte. Na capital, foi professor de desenho na Escola Alemã, Colégio Paranaense, Escola de Belas Artes e Indústrias de Mariano de Lima e Escola Profissional Feminina República Argentina. 

Pelo seu trabalho como professor, orientando diversos artistas, ficou conhecido como o Pai da Pintura Paranaense. Suas obras documentam Curitiba em sua época e são divididas em três linhas temáticas: o retrato, a cena de gênero e a paisagem.

Andersen morreu em 9 de agosto de 1935, em Curitiba, na sua residência-ateliê, onde hoje está situado o museu.