Uma menina de seis anos pode ter sido morta em um ritual de magia negra, em Cascavel. Segundo a polícia, o crime pode ter sido cometido pela própria mãe criança com a ajuda de uma amiga.
Maria Clara Zortea Ramalho, 6 anos, estava desaparecida desde fevereiro. O pai, Jeferson Zortea Ramalho, já desconfiava que o pior pudesse estar acontecendo. Em março ele procurou a delegacia e o Conselho Tutelar, fez um Boletim de Ocorrência e registrou o sumiço da filha.
Ele estava separado da mulher há cinco anos, mas sempre conviveu bem a ex e visitava a menina regularmente, o relacionamento mudou no início do ano.
Jeferson acompanhou as buscas pelo corpo da menina que iniciaram na noite de ontem (28) e foram retomadas nas primeiras horas da manhã (29).
Às nove horas as equipes da polícia civil e soldados do Corpo de Bombeiros já estavam na propriedade rural, localizada a um quilômetro da BR-277 entre Cascavel e Santa Tereza do Oeste.
Meia hora depois a cova onde a criança estava era descoberta com a ajuda das principais suspeitas. A mãe da menina e uma amiga dela.
Um bombeiro percebeu a terra fofa e indicou o buraco com aproximadamente 50 centímetros onde o corpo foi enterrado.
Ossos e um pedaço de pano foram resgatados para a perícia. Os investigadores trabalharam com bastante cuidado. Durante o trabalho as acusadas negavam o crime.
Primeiro a mãe da menina, Vanessa Aparecida Ramos do Nascimento, que já tinha confessado o crime à polícia e indicou onde a filha estava enterrada. Em seguida a amiga, Giulia Albuquerque.
O pai e o avô acompanharam indignados com o desfecho do sumiço da pequena Maria Clara.
Adão Ramos dos Nascimento estava desesperado. Pai da acusada, não conseguia acreditar no que estava acontecendo. A outra neta, filha da acusada, de dois anos, está com os avós desde ontem.
Agricultores da região disseram que são comuns pessoas praticando cultos e rituais no local.




