suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, não conseguiu disfarçar um sorriso ao ouvir uma pergunta sobre a eleição do melhor jogador da Copa do Mundo, nesta segunda-feira. Um dia antes, ele já havia estranhado ao ver que o troféu pararia nas mãos do meia argentino Lionel Messi.

“Eu mesmo fiquei um pouco surpreso quando vi que o Messi era o melhor da competição”, confessou Blatter, porém sem questionar a fórmula com que o destaque do Mundial é escolhido.

Vice-campeão com a Argentina e eleito quatro vezes o melhor jogador do mundo, Messi liderou a sua seleção na fase de grupos, porém não teve o mesmo destaque nos momentos mais decisivos da campanha. Sua atuação foi discreta na final contra a Alemanha, que terminou com derrota por 1 a 0 na prorrogação, no Maracanã.

A competição vem desde as primeiras rodadas, e o Messi fez a diferença em algumas partidas, sendo decisivo. Acredito que a escolha tenha se dado por isso”, comentou Blatter.

O presidente da Fifa não foi o único que discordou da entrega da Bola de Ouro para Messi. Diego Armando Maradona, compatriota e entusiasta do astro do Barcelona, atribuiu a eleição a “marqueteiros”. Alguns jogadores campeões com a Alemanha também se sentiram injustiçados, apesar de preferirem valorizar o troféu coletivo, mais importante, conquistado no Brasil.

Apoio a Suárez
Blatter falou também sobre outro atacante do Barcelona na entrevista coletiva que concedeu nesta segunda-feira. Reforço do clube catalão para a sequência do ano, o uruguaio Luis Suárez ficou marcado por morder o zagueiro italiano Giorgio Chiellini em uma partida da fase de grupos e acabou punido pela Fifa.

“Sei que uma decisão como essa dói. Espero que ele volte em breve, porque já vi a sua grande capacidade técnica e tática, o seu poder de marcar gols. Foi agora para um dos melhores clubes do mundo, no qual tenho certeza de que confirmará a sua condição”, incentivou o mandatário da Fifa, apesar de não falar em redução de pena. “Os nossos tribunais são independentes.”