Na noite de ontem (14), foi assassinada a tiros a vereadora Marielle Franco do PSOL, ela se deslocava para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, voltando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa. Estavam no carro a vereadora Marielle Franco, um motorista, que também foi morto, e uma assessora.
[caption id="attachment_2924" align="alignright" width="300"] Local do crime: vidro traseiro direito do carro ficou estilhaçado - Uanderson Fernandes / Agência O Globo[/caption]
Segundo informações da Polícia Militar do Rio de Janeiro que atendeu a ocorrência, a vereadora e o motorista, o qual não teve sua identidade revelada, foram baleados e morreram no local do crime, a assessora Fernanda Chaves sobreviveu, pois não foi atingida por nem um disparo.
Marielle Franco, com 38 anos, era socióloga, com mestrado em Administração Pública e militante em temas como feminismo e direitos humanos, oriunda da favela da Maré, foi assessora parlamentar do deputado estadual Marcelo Freixo, seu colega no PSOL, até 2016 quando foi eleita vereadora com 46 mil votos, sempre defendeu e lutou pela população marginalizada da sociedade carioca.
Segundo a Agência Brasil, a vereadora vinha se manifestando contra a Intervenção Federal no Rio de Janeiro, publicando em suas redes sociais, denuncias sobre ações de policiais militares na favela do Acari, O 41º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. (
) Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior, escreveu.
https://twitter.com/mariellefranco/status/973568966403731456
Com todas as características de execução, o assassinato de Marielle Franco deixou comoção pela internet, com repercussão no Brasil e no exterior, ela é mais uma vítima do que lutava contra, vai fazer falta na luta por um país melhor.
leia mais: O Globo, Agência Nacional




