Centenas de pessoas marcharam neste sábado (5) pela praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, para pressionar as autoridades a legalizarem o consumo da maconha no Brasil. A concentração teve como lema "O Rio não precisa de intervenção, mas sim de legalização", em referência à intervenção na área de segurança do estado decretada pelo Governo do presidente Michel Temer. A marcha reuniu cerca de mil pessoas que fumaram maconha e carregavam enormes embrulhos que simulavam cigarros feitos com a planta para exigir a legalização da droga. "Temos que legalizar a maconha, temos que deixar de criminalizar o usuário e temos que repensar também este sistema penitenciário que se tornou a base do crime no Brasil", afirmou à Agência Efe o ex-ministro de Meio Ambiente Carlos Minc. Também participaram da passeata familiares de pessoas com doenças graves que podem ser tratadas com derivados da Cannabis sativa e que defendem a legalização pelo menos do uso medicinal da erva. "Podemos importar remédios (com substâncias derivadas de maconha) mas não podemos produzi-los aqui. É um absurdo", afirmou o ator brasileiro Ricardo Petraglia. A Marcha da Maconha é realizada anualmente em diferentes cidades brasileiras desde 2002, mas nas suas primeiras edições os manifestantes tiveram que ir à Justiça para poder se expressar, porque a Polícia considerava sua mensagem apologia ao crime. Além da legalização da droga, este ano foram também expressadas mensagens críticas à intervenção na área de segurança do Rio, com cartazes em memória de Marielle Franco, vereadora da cidade assassinada em março passado junto com seu motorista. Fonte: Agência EFE