hoje faz um ano que um dos episódios mais alarmantes para o cenário político brasileiro desmoralizou o atual governo e junto com ele uma figura política que para muitos era o possível próximo Presidente da República. Na data de 17 de maio de 2018, explodiu uma bomba no atual governo de Michel Temer, a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista donos da JBS, entregou gravações e imagens acusando Temer de dar aval para compra do silêncio de Eduardo Cunha, além de imagens de um ex-assessor do palácio do planalto saindo de uma pizzaria com R$ 500.000 em uma mala, por pouco não derrubaram o atual governo. Entretanto, Temer se pronunciou no dia seguinte (18) usando das seguintes palavras “Não renunciarei. Repito. Não renunciarei. Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. ” Para se manter no governo e evitar a continuidade do processo, temer usou de todo o capital político que tinha, para manter o congresso ao seu lado e enterrar as denúncias de corrupção no plenário, sua agenda política que era seu principal foco, pautada nas reformas, já haviam aprovado a PEC do teto congelando gastos públicos, a reforma da previdência e trabalhista que estavam em andamento, perderam força por conta do episódio. Outro personagem que teve total desmoralização neste caso foi Aécio Neves, principal figura da direita para concorrer à presidência da República em 2018, com força política e grande popularidade em parte da população,  havia chegado ao segundo turno na última eleição concorrendo com Dilma Rousseff, Aécio Neves pede 2 milhões de propina para os irmãos Batista, e imagens registram a entrega de parte desse valor a um primo do senador. As delações também levam a financiamentos  ilegais por parte da empresa dos irmãos Batista de campanhas eleitorais dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, em troca de empréstimos com o BNDS.   por: Leandro Cesar de Abreu Fontes: O Globo, Nexo