O chefe do Pentágono, James Mattis, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos não têm intenção de militarizar o espaço, mas defendeu a criação de uma Força Espacial, pois não se preparar para defender seus interesses na estratosfera seria "imprudente".

"Não pretendemos militarizar o espaço, mas sim defender nossos interesses nele", afirmou o secretário do Departamento de Defesa americano durante seu discurso hoje na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro.

Mattis, que está no Brasil em sua excursão pela América do Sul, citou como exemplo a China, que destruiu um dos seus próprios satélites com um míssil lançado da Terra em 2007, e os atuais esforços do Kremlin para desenvolver armas capazes de inutilizar aparatos na estratosfera.

Por este motivo, o secretário, que disse contar com "informação de inteligência" suficiente a respeito, considerou que não preparar suas Forças Armadas para "este novo cenário" seria "imprudente".

Estas declarações chegam após o Pentágono ter divulgado na semana passada um documento de 15 páginas no qual descreve os motivos e a maneira de criar um novo braço das Forças Armadas cuja missão será a defesa dos interesses americanos no espaço.

A criação deste novo exército é uma aposta do presidente dos EUA, Donald Trump, que deseja que tudo esteja pronto em 2020.

No entanto, constituir uma nova divisão das Forças Armadas requer o sinal verde do Congresso, e não está claro se Trump pode convencer os legisladores da necessidade de estabelecer um novo exército, algo que não ocorre desde 1947, quando foi criada a Força Aérea.

Caso a Força Espacial se torne realidade, seria a sexta divisão das Forças Armadas dos EUA, no mesmo nível que os Exércitos de Ar e Terra, a Marinha, a Infantaria da Marinha e a Guarda Costeira.

Fonte: Agência EFE