Na última terça feira, dia 17, familiares de José Dalmazzo Bueno, estiveram na Câmara de Vereadores de Chopinzinho, onde receberam uma bonito homenagem do Legislativo. Através da Lei 1.571/98, de 08 de dezembro de 1998, o Plenário da Câmara de Vereadores de Chopinzinho leva o nome do Vereador José Dalmazzo Bueno.
Atualmente apenas uma filha de José Bueno reside em Chopinzinho que é a professora aposentada Maria Bernadete Vilmes, a qual acompanhada do seu esposo Paulino Vilmes e da filha Kiara Vilmes Miri, participaram da Sessão da Câmara Municipal, onde receberam a homenagem em nome de José Dalmazzo Bueno.
José Dalmazzo Bueno marcou sua presença na comunidade tanto na política quanto em trabalhos sociais, onde foi eleito vereador em Chopinzinho por três vezes, inclusive uma delas foi mais votado que o próprio prefeito eleito, chegando a ser presidente do Legislativo. Participou da posse do primeiro prefeito de Chopinzinho Mário Ceni, no Rio de Janeiro em solenidade presidida pelo ex-presidente Getúlio Vargas. José Bueno também exerceu por um longo período a função de delegado de polícia de Chopinzinho e foi professor de 1ª a 4ª séries em salas multisseriadas. Era uma pessoa de muito prestígio na comunidade e sempre estava pronto para ajudar o próximo. José Dalmazzo Bueno faleceu no dia 31 de outubro de 1997.
Com a reforma da Câmara Municipal, a placa com o nome do homenageado e a Lei que ficava no hall de entrada do plenário, deu lugar à um letreiro de inox. A placa retirada foi entregue pelo presidente Leônides Moser como recordação para os familiares de José Dalmazzo Bueno.
HISTÓRICO
Nascido no Estado do Paraná, cidade de Palmas, em 19 de março de 1909, filho de Emília Dalmazo Bueno e Pedro Bueno.
Casou-se muito jovem com Carolina Pacheco Bueno e desta união tiveram nove filhos, sendo dois homens e sete mulheres. Ótimo pai, ensinou sempre aos seus filhos a importância do trabalho, honestidade, humildade, valor da família e fé em Deus.
Queria uma vida melhor que a sua para os filhos, por isso matriculou os quatro mais velhos num colégio em Prudentópolis. Acreditava que os homens deveriam estudar e as mulheres deveriam casar e ser excelentes esposas e mães.
Serviu o Exército, depois de casado na cidade de Guarapuava. Quando retornou, trabalhou como professor de primeira à quarta séries em classes multisseriadas, por cerca de dois anos. Não continuando no exercício do magistério, pois, precisava dedicar-se ao trabalho na lavoura para ter melhores condições financeiras de manter a família. Muito trabalhador, progrediu e abriu um comércio de secos e molhados na comunidade da Barra Grande. Nesse comércio, vendia vários produtos desde alimentos, tecidos, enxovais e até medicamentos.
Tinha a casa sempre cheia, pois além dos muitos filhos e de dois cunhados que ali moravam, gostava de convidar seus inúmeros compadres e amigos para as refeições. Ainda mandou construir uma dependência com duas peças para abrigar os viajantes, comerciantes, boiadeiros que por ali passavam e precisavam pernoitar ou descansar, sem nada cobrar por isso.
Destemido e sonhador, José Bueno, realizou várias viagens, indo inclusive visitar o ex-presidente Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, o apoiando incansavelmente. Na época também acompanhou o primeiro prefeito de Chopinzinho, Mário Ceni, para tomar posse no cargo no Rio de Janeiro.
A partir daí começou a gostar da política, sendo eleito vereador por três vezes, inclusive em uma delas, sendo mais votado que o próprio prefeito eleito. Mesmo assim, nunca teve seu domicílio na cidade, continuou residindo no interior, distrito de Barra Grande, devido ao apego ao lugar e o compromisso e amizade com o pessoal do campo.
Muito religioso, tomou frente na construção da capela da Barra Grande, que depois de pronta, contava com a presença do Frei Everaldo, primeiro pároco de Chopinzinho, uma vez por mês. Esse frei foi seu compadre, batizando seu primeiro filho. Quando o frei não podia comparecer, ele mesmo com o auxílio de sua irmã, rezava o terço com a comunidade. Para manutenção da capela, organizava pelo menos duas festas por ano. Quando não podia sair da fazenda, ouvia as missas no domingo de manhã no rádio e celebrava como se estivesse presente na igreja. Fazia caminhadas distantes para realizar suas orações. Ensinou os filhos e netos, valores de respeito e zelo, como por exemplo, a lhe pedirem bênção quando o encontravam, os repreendendo quando utilizavam qualquer outro modo de o cumprimentar.
Além de professor, exerceu atividade de delegado, presidente da Câmara de Vereadores e participou da equipe que viabilizou a primeira Usina Hidrelétrica da região.
Batalhou muito na questão das aposentadorias do trabalhador rural, aquelas pessoas que não conseguiam se aposentar, ele reunia a documentação, comprovantes e auxiliava em todo o processo e somente ficava tranquilo quando via aquelas pessoas humildes, simples, analfabetas, recebendo sua aposentadoria. Também socorria as pessoas quando precisavam de assistência médica na cidade, as levava em seu próprio carro para consultas ou para o hospital.
Quando os filhos estavam maiores comprou uma casa em Ponta Grosa para que tivessem oportunidade de dedicarem-se aos estudos, formando três filhas professoras.
José Bueno, como todos o conheciam, era um homem de muito prestígio na cidade de Chopinzinho. Aqui sempre teve muitos amigos. Andava pelas ruas da cidade a pé, mesmo após seus 80 anos de idade, e cada dia tinha um convite diferente, pois era muito querido por todos. Sempre foi um homem que zelou pelo bem da comunidade e das pessoas. Sempre calmo e sorridente, tinha zelo pela família e muito amor pelos netos, que até hoje procuram viver seus exemplos. Gostava de uma boa conversa e reunir-se com a família e amigos. Atualmente apenas uma de suas filhas reside no município, Maria Bernadete. Porém, todos os filhos e netos, orgulham-se da sua trajetória de amor e compromisso por nosso Chopinzinho.




