Nesta segunda feira, dia 25, o prefeito municipal Rogério Masetto se pronunciou sobre o anúncio feito pela diretoria do hospital Policlínica Chopinzinho sobre o cancelamento do atendimento do sobreaviso, e o encaminhamento do pedido de descredenciamento dos internamentos do SUS e do atendimento de urgência e emergência.

De acordo com o prefeito, não é de hoje que o hospital vem enfrentando essa dificuldade financeira, o qual se trata de uma instituição particular. No passado, segundo Masetto, havia um aporte de recursos que era repassado pelo governo do estado para o atendimento de sobreaviso, o qual era resultado de uma parceria entre o governo do estado e o hospital, porém, por questões burocráticas esse convênio foi suspenso pelo governo. A administração municipal está trabalhando na tentativa de achar um meio legal para que esse recurso volte a ser repassado para a manutenção do programa. “É importante destacar que o contrato  firmado pelo município com o hospital que é referente ao plantão de urgência e emergência, nós estamos honrando com o nosso compromisso, onde repassamos rigorosamente em dia todos os meses os valores para a manutenção desse serviço, onde em nenhum momento houve atrasos no pagamento”, frisou o prefeito.

Masetto lembrou que os recursos do convênio do sobreaviso que o hospital não recebe há 14 meses são de inteira responsabilidade do estado. “Estamos preocupados com essa situação, e diante disso estamos empenhados em fazer com que o governo do estado arque com sua responsabilidade e efetue o pagamento dos valores em atraso, já que a parceria com o hospital é do estado e não do município”, destacou Masetto.

O prefeito tranquilizou a população garantido que o atendimento de urgência e emergência não irá parar em Chopinzinho. “Em últimos casos, não havendo possibilidade de evolução numa negociação e o hospital realmente efetuar o descredenciamento do SUS e o rompimento do contrato de prestação dos serviços de urgência e emergência, eu quero tranquilizar a população dizendo que nós iremos criar um serviço nesses moldes que será mantido pelo município, muito embora nós vamos trabalhar para que isso permaneça como está. Não havendo outra saída e se for mantida essa decisão, a nossa população pode ter a certeza que nós não vamos em hipótese alguma deixa-los sem esse benefício, onde iremos criar um pronto socorro para atendimento fora do horário para as pessoas que precisarem” garantiu o prefeito.

Masetto lembrou também que a administração municipal está empenhada há vários meses na busca por uma solução do problema. “Infelizmente o hospital é uma empresa particular e nós não temos como resolver todos os problemas financeiros. O estado não cumpre com a sua parte, e sabemos que os recursos repassados pelo SUS são cada vez menores, fazendo com que a maioria dos hospitais de pequeno porte do Paraná enfrentem dificuldades gigantescas, porque os repasses não são corrigidos a muitos anos gerando essa crise financeira nas instituições”, finalizou Masetto.

O secretário de saúde, Ivoliciano Leonarschick, destacou que a maior dificuldade para o repasse de recursos se dá em função que o hospital é uma instituição privada. “No ano de 2013, quando assumimos a secretaria de saúde, foi assinado um convênio através da secretaria de estado para dar sustentação aos plantões de sobreaviso que é feito no hospital Policlínica Chopinzinho. Desde então, nos anos de 2013 e 2014, esse convênio vinha tendo os repasses sendo feito normalmente, onde a partir de 2015 tivemos a informação da Procuradoria Geral do Estado, que teríamos algumas restrições para manter o convênio. Diante disso, por ser uma empresa particular o estado teria uma série de dificuldades técnicas para continuar efetuando os repasses de recursos para a manutenção do programa”, disse Leonarschick.

O secretário finalizou lembrando que os repasses ao hospital são feitos através de dois convênios. “Quero reiterar que os repasses de recursos são feitos de duas formas. Um convênio entre o governo do estado e o hospital que é do atendimento de sobreaviso, sendo este que está com 14 parcelas atrasadas, e o convênio do atendimento de urgência e emergência presencial, este firmado entre o município e o hospital, o qual está com os pagamentos rigorosamente em dia. Diante disso, esperamos uma solução para o impasse que não prejudique nossa população”, finalizou o secretário.